Liberdade etária


     Sim, como estão neste exato momento pensando no título, completarei e contemplarei a maioridade. No dia 12 de junho, às 10:35 a.m., terei completos meus 18 anos de vida, este o dia que espero desde que me lembro por gente.
     Antes de terminar de ler, ouça esta música:


     Sempre fui uma pessoa muito ansiosa por tudo, e o fato de não ser tão "solta" pelos meus pais, me deixou mais louca ainda pela chegada desse acontecimento. Mas até onde devo reclamar, agradecer, comemorar ou refletir sobre essa data?
     Será mesmo que a liberdade me será entregue, embrulhada com direito a laço de enfeite neste dia? Ainda nem descobri o que significa esta palavra (se o leitor souber, por favor, me presenteie respondendo nos comentários), então porque almejar tanto algo que não se entende?
     Hoje, aos 17 anos, 11 meses e 25 dias de idade, não vejo muita vantagem em me tornar "adulta". Serei obrigada a votar, "benefício" esse que não faço muita questão de possuir; poderei ser presa e processada, não que haja muito motivo para isso, só comentei (rsrs); poderei doar sangue, farei um esforcinho para acabar com minha fobia de agulhas; e, acho que principalmente, serei vista como alguém, um ser capaz de obter e concluir seus objetivos, podendo assinar meus próprios documentos e ir e vir sem dar satisfações.
     Continuarei, porém, sendo vítima de uma sociedade mal estruturada, onde seus valores morais e físicos são mal distribuídos, e ainda ter que aturar ridicularidades sendo expostas sem poder dizer o que penso.
     Estou, agora, dizendo o que penso, mas no que isso influi? No que meus desejos, sonhos, opiniões, críticas e vontades influem?!
     A música - Ideologia -, que pedi que você ouvisse no início deste post, resume tudo que sinto neste momento, tudo que eu disse, tudo que não consegui descrever, simplesmente tudo.
     Revolta? Não sei... Talvez incômodo. O que quero mesmo é encontrar minha caverna e poder fechar meus olhos.

     Agora ouça novamente a música, mas desta reflita sobre a letra.



     Vejo vocês no Muquifo!

Guitarra?


    Eu queria mesmo é aprender a tocar e ele fez questão de me ensinar a mais bela música. Eu via seus dedinhos roçarem nas cordas bem afinadas. Roçavam, batiam, tocavam, e as cordas gemiam, expurgando suas ondas que chegavam aos nossos ouvidos como a mais bela melodia.
     Ah... Ele sabe tocar tão bem. E fez isso com um glamour incomparável. IN-COM-PA-RÁ-VEL.
     Eu aprendo bem rápido e faço questão de mostrar. Sempre. Minhas mãos, ainda pouco treinadas, arriscaram algumas notas. Seus olhos tristes - não tristes de tristes, mas tristes de nascença - acompanhavam meus movimentos, meus pensamentos, meus... que importa? Não mais são meus, são nossos.
     Nossa linha imaginária, nosso mundo, nossa cúpula, nosso paraíso, nossa orquestra. Sim, uma orquestra! Jamais ouvira música tão bela e não canso de repetir.
     Por mim, tocaria até o fim do mundo. De repente me apaixonei por música. Não sei porquê! Talvez você saiba, me explica?
     Como assim não sabe? Argumente!
     Já ia esquecendo como ele sabe argumentar tão bem. Mas falar é tão chato. Toca mais um pouquinho para mim?
por L. S. Cöy.




Vejo vocês no Muquifo!

Red Bull Air Race

Aeehhh,
Muito tempo depois estou eu aqui de volta. Não, eu não morri nem fui abduzida como estão dizendo por aí. Estou apenas atarefada demais!
Ehe...

Este final de semana foi esplêndido. Maravilhosamente especial para mim.
Fui no Red Bull Air Race. O melhor de tudo é que lá tinham aviões de duas asas que voaram no céu! Impressionante, não?

Fotos:

"Teus beijos, teus abraços, teus sorrisos, teus suspiros...
Nessa poesia nem precisa rimar para que tudo seja bonito!"

Vejo vocês no Muquifo!

A maior palavra



Pneumoultramicrossilicovulcanoconiótico
Desistiu na metade? Gaguejou? Deu fadiga só de ler? É... sei 
como você se sente. É a maior palavra da língua portuguesa.
Significa o nome dado a algum coitado possuidor de uma 
doença pulmonar causada pela aspiração de cinzas vulcânicas.
Quase impossível, né? Mas se a gente pensar bem, muito filme
por aí acabaria em tragédia com os atores morrendo de
pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose.
(e eu achava anticonstitucionalissimamente grande...)
Bom... Sem demais,


Vejo vocês no Muquifo!

Letra Exótica



       O site Letra Exótica já está "pronto". Entre aspas porque depende da participação do público para se completar.
       Já tenho uma entrevista confirmada com Romulo Narducci, que será postado no site em breve. E vários convites foram feitos. Estou dando meu máximo para divulgar, mas infelizmente sempre tem algo para atrapalhar. Fiz o Twitter para o site há 3 horas e foi suspenso por atividades estranhas. Que raio (#@%*Y¨&) de atividade estranha eu estaria fazendo?!
       Bom... Fora isso está tudo nos conformes. 
Visitem:
    
 
 http://www.letraexotica.com

       Vejo vocês no 
Muquifo!

Ímpeto

       Tenho estado muito ocupada ultimamente. Estou com dois projetos de sites literários que tem me deixado um tanto quanto fissurada em termina-los. Portanto, este post segue com um trecho do meu orgulho do momento, o conto que já está no capítulo 10 e acho que vai virar romance. Chama-se Ímpeto de sangue, trecho do capítulo 9.


 "      A chuva parou e junto os relâmpagos, ficando apenas uma leve garoa que batia no ar condicionado fazendo um barulho irritante. Tudo naquela noite estava voltado contra o meu sono.
       Me virei para o outro lado da cama e pensei ter visto alguém na janela. Não pode ser, só pode ser impressão minha.
       Olhei novamente para verificar, mas não havia ninguém. Então me levantei um pouco para puxar o lençol, quando senti algo diferente.
       Aqueles olhos frios e irresistivelmente sedutores me fitavam do outro lado da cama.
_ Como você chegou aqui? _ perguntei, assustada. Ou talvez surpresa. _ Como?
_ Janela. Você estava distraída demais para perceber. _ ele falou suavemente.
_ E o que você quer? Por que sempre aparece por aqui e nunca fala nada?
_ Não sei. Eu só venho te ver, te observar, te apreciar...
       Não irei mentir sobre o quanto me senti atraída por aquelas palavras. Sobre quanto tempo esperei para que alguém me dissesse aquilo com todo o sentimento e sinceridade que eu sentia no tom de sua voz. Mesmo assim eu não poderia ignorar que ele ainda era, para mim, um desconhecido.
       Mas o que estou tentando me convencer a fazer? Não posso aceitar um estranho aqui desta forma. Por mais sedutor e incrivelmente gentilmente avassalador que me possa parecer, eu não posso. Mesmo que eu queira. E eu quero!      "


       Falando em querer, querem mais? Bom... Quando eu terminar eu publico.


       Vejo vocês no Muquifo!

Ambulância inusitada


Na semana passada em São Gonçalo, um jovem que mora na minha rua sofreu um acidente de moto. Infelizmente com fratura exposta e essas complicações a mais que todo jovem rebelde sabe que pode ter mas nunca toma jeito.
Ele ficou ileso no local durante um tempo e, como notícia ruim espalha rápido, logo vieram repórteres para tirar foto. Afinal, qual jornal não gosta de tragédia?!
O inusitado é que, em uma das reportagens, o fotógrafo tirou a foto dele sendo socorrido e um carro de veterinária do lado. Parece que a veterinária veio socorrer ele (risos)!
Se o fotógrafo fez isso propositalmente, se foi apenas coincidência ou uma brincadeira do destino, ninguém sabe. Só sei mesmo que ri muito (não da desgraça, coitado do menino, ri da foto).
Foto abaixo, com os rostos cobertos para manter a salvo a identidades dos indivíduos.


Vejo vocês no Muquifo!

O pseudodemocrático prêmio literário Portugal Telecom - por R.Roldan-Roldan


De fato muito boa essa crítica. Aplaudo de pé o Roldan.
É isso que acontece que ninguém vê mas todo mudo sabe.
O senado da literatura sempre vence.


O conceito de democracia, aliás, como todo conceito, é relativo. Faço minhas as palavras do grande Lars von Trier – o meu conceito de democracia é outro em relação ao conceito democrático da era bushiana. Mas não se assustem. A presente carta não tem por meta digressionar sobre a famigerada globalização com as suas seqüelas de concentração de renda, desigualdade social, desemprego mundial e as assustadoras estatísticas da ONU sobre o aumento da miséria no Planeta. Nem sobre a nostalgia de uma esquerda demodée e no fundo pouco revolucionária que pouco fez – ou o fez errado – para que de fato se instaurasse a verdadeira democracia no mundo.
Não. O objetivo desta missiva é outro. Menos abrangente. Quantas vezes não nos deparamos, num bar de música a vivo, com um músico, um cantor ou uma cantora, cujas atuações são notáveis e que recolhem apenas meros aplausos protocolares, quanto muito, de um público indiferente, mais interessado na conversa de botequim do que em suas performances? Não é humilhante? Músicos e cantores que lutam durante anos para conseguir um lugar ao sol e que se vêem obrigados a gravar os seus discos de modo independente, ou seja, marginal, porque são recusados pelas grandes gravadoras, enquanto a televisão nos impinge verdadeiros lixos sonoros fabricados e promovidos por uma determinada mídia ávida de produtos (não é o termo que se usa?) absolutamente descartáveis. E o mesmo acontece com os artistas plásticos que vêem as suas obras recusadas pelas grandes galerias de arte. E o mesmo ocorre com os escritores que... E chego onde queria chegar, restringindo-me a um fato (e digo fato) que me diz respeito: os prêmios literários no Brasil. Não se trata de denunciar tramóias, fraudes, favoritismo ou cartas marcadas em relação a prêmios literários. Isso já foi denunciado muitas vezes e, qualquer um sabe, por exemplo, que o tradicional pseudônimo da obra inédita submetida a um júri é história para inglês ver, sendo que isso não significa nada quanto à idoneidade e imparcialidade dos membros do jurado.
O que quero expor aqui é a perpetuação de um sistema injusto que elimina toda e qualquer possibilidade de conceder uma chance (não de ganhar, mas de concorrer) a escritores novos e não tão novos que não têm oportunidade de ver os seus trabalhos reconhecidos, não por um pequeno grupo de colegas amigos, mas por um público mais amplo. Portanto, não deixa de surpreender, para não dizer espantar, que os organizadores do prêmio literário Portugal Telecom, que se gabam do teor democrático (“a disputa é bastante democrática”) do prêmio, não tenham se dado conta de que a estrutura seletiva do concurso é absolutamente antidemocrática. Antidemocrática por quê? Simplesmente porque privilegia os autores publicados pelas grandes editoras do eixo Rio/São Paulo, salvo raríssimas exceções. Mas, alguém pode objetar, os melhores autores brasileiros são editados pelas grandes casas editoriais do País! Sim e não. As grandes editoras publicam bons livros, mas também publicam livros que, se não chegam a ser lixo (como disse Salman Rushdie a respeito do Código Da Vinci, de Dan Brown) são obras que não só deixam muito a desejar, como estão longe de serem literatura. Explico-me. E diretamente. No caso do Prêmio Portugal Telecom, que chance tem um escritor (sério, não picareta) que, por um motivo ou por outro, teve o seu livro recusado pelas grandes editoras e se viu obrigado a publicá-lo por uma pequena editora alternativa (vejam bem: chance de apenas concorrer)? Nenhuma. Absolutamente nenhuma chance. Já que essas pequenas editoras não têm praticamente divulgação nem distribuição e que os seus livros, quando lançados e enviados a jornais e revistas importantes, são totalmente ignorados (quero dizer nem lidos), pois esses autores desconhecidos não são figuras interessantes para a mídia e, conseqüentemente, são automática e preconceituosamente descartados. E o que estou colocando aqui são fatos, aliás, só me atenho a fatos. Portanto, os membros do júri só podem, evidentemente, julgar as obras que já leram, presumo eu. E se um livro de editora alternativa não chega às mãos de um crítico, de um professor de literatura ou de um outro escritor, como é que esse livro poder ter a chance de participar do concurso? Esse livro simplesmente não existe. Alguém poderia alegar: mas esses livros publicados pelas alternativas são ruins de doer. Nem sempre. Existem bons autores brasileiros que continuam marginalizados, no limbo. E outros, medíocres de deixar um leitor mais exigente irritado, são publicados por respeitáveis editoras e endeusados por uma crítica suspeita dada a modismos que geralmente são importados. Logo, esse raciocínio que rotula editora alternativa como sinônimo de publicações ruins, não se sustenta. Todos nós sabemos que grandes vultos da literatura mundial, como Proust, Rimbaud e Lautréamont, por exemplo, se viram obrigados a publicar as suas obras por conta própria. Tudo é relativo, como disse no início deste texto.
Acredito que o verdadeiro procedimento democrático é a leitura dos livros de todos aqueles escritores que desejam participar do certame, e não daqueles privilegiados que têm a sorte de terem sido publicados por editoras importantes. Não estou propondo uma utopia. Apenas o bom senso. Ou seja, um processo de seleção e avaliação justo e realmente democrático. Sim, é evidente que isso dá muito mais trabalho. Mas o justo, o eqüitativo, dá trabalho. E, como a verdadeira democracia é dinâmica, ou seja, susceptível de ser mudada, alterada, melhorada...
07/05/06

Férias em Gargaú parte II: Pescaria

       Acreditem ou não, eu sou uma ótima pescatriz. Quer dizer, pescadora, mas acho pescadora muito feio de ser dito, então me nomeio pescatriz.

       Foram 6 peixes no mesmo dia. Incrível, não? Pena que a câmera acabou a bateria e não pude tirar foto de todos juntos.

       Quando já estávamos quase indo embora, eu entrei na água pra jogar a vara e esqueci que os peixes estavam amarrados logo à minha frente. Como são bagres, já dá pra imaginar o que aconteceu, não é?
       Fez um corte de cerca de 1,5 cm no meu dedo do pé. Nem sangrou muito, mas levei um susto na hora. Imagina você dentro de uma lagoa e de repente sente uma dor como se uma faca tivesse entrado no seu pé?! É assustador... Bagres: malditos e deliciosos!



       Mas quando cheguei em casa coloquei a câmera pra carregar e deu pra tirar foto de todos juntos. Só que já estavam limpos e, principalmente, sem espinhos!

       Só não tirei foto dele preparado. Como os peixes não eram tão grandes, só deu pra fazer um pirão. Mas ficou booom! rsrs

       Vejo vocês no Muquifo!